A briga dos navegadores

Aproveitando o momento de lançamento do Chrome, navegador do Google, o Discovery Channel fez um vídeo sobre a briga dos navegadores.

Apesar de ter 42 minutos vale muito à pena conhecer como tudo iniciou e ver grandes brigas do mundo coorporativo da tecnologia. O episódio conta um pouco da história da briga inicial entre o Netscape e a Microsoft, com Internet Explorer.

Fonte: No Ventilador.

Muito barulho pelo Google Chrome

chrome_438×3591.jpgFoi lançado ontem (02/09/2008) o novo navegador do Google, o Chrome tem o propósito de tornar a navegação muito mais fácil e pretende concorrer diretamente com a gigante Microsoft, que acaba de lançar uma versão beta do Internet Explorer 8.0. Inclusive o G1 fez uma matéria falando sobre as novidades do IE.

O mais interessante desse lançamento foi o barulho causado no Twitter antes mesmo de estar disponível para download. Os nerds estavam muito ansiosos para testar e ver o que ele tem de melhor.

Ainda não tive tempo de testar, mas vi um vídeo feito pelos próprios desenvolvedores que participaram do projeto. O Chrome tem muitas funcionalidades interessantes e tem o objetivo de ser um navegador que não chame tanto a atenção, assim como a página principal do Google. O Chrome foi desenvolvido nas novas necessidades de navegação por páginas na internet, pois o Google acredita que os browsers não evoluíram junto com a web. Ele pretende ter muito mais estabilidade, velocidade e segurança que outros browsers. Isso é o propósito da empresa.

O browser apresenta um conceito de navegação por abas, e o mais interessante é que essas abas funcionam de forma independentes. Se uma travar, as outras que estão abertas não fecharão. Tentaram ao máximo fazer um navegador o mais limpo possível e procuraram aproveitar cada pixel da interface.

Depois farei outro post falando sobre minhas impressões.

Novo portfólio

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Está no ar a nova versão do meu portfólio. Quando pensei em fazer esse site, estudei como seria o portfólio ideal para um arquiteto de informação. O que deveria mostrar e o que falar em cada trabalho.

Alguns amigos designers fizeram propostas em cima de um conceito mais voltado para os desenhos e rabiscoframes de um projeto, mas achei pura forçação de barra, já que o portfólio de um arquiteto (Aquele que projeta casas e edifícios) não tem planta, e sim o resultado final daquilo que foi projetado. Foi um erro que cometi quando passei o briefing aos designers.

Pensando assim, e com a ajuda do Marcelo Bassul, que é designer aqui na TV1, fizemos uma proposta de um layout mais moderno para que eu pudesse mostrar o resultado final do meu trabalho, mas existe a possibilidade de ver o wireframe clicando no layout. Queria agradecer ao Henrique Brito, Fred Celestino, Bassul, Valter Rodrigues e Nivaldo que gentilmente fez a revisão dos textos de descrição de cada projeto.

Arquiteto, o integrador entre as equipes

Tem sido cada vez maior a integração do profissional de arquitetura de informação juntamente com a equipe de planejamento e criação. A figura do profissional de arquitetura de informação tem por finalidade facilitar a vida de todos os profissionais envolvidos em um projeto e principalmente a vida do usuário que irá usar o web site, mas explicar para os leigos o que esse cara faz é bastante complexo, pois conseguiram criar um folclore em torno dessa disciplina que exige muita pesquisa, teste, criatividade e inovação.

Após ouvir dois podcasts sobre a figura do arquiteto de informação, abri mais a cabeça para o futuro da profissão e os desafios que teremos que enfrentar daqui para frente.

Cláudia Obata, especialista em usabilidade e arquitetura de informação, deu uma entrevista para o Luli Radfahrer, onde falou de forma muito bacana sobre a verdadeira função do arquiteto. Cláudia foi primorosa ao falar que o trabalho desse profissional não resume simplesmente em fazer a documentação do projeto, mas precisa ser uma pessoa que pensa, e não simplesmente executa.

Em nenhum momento o arquiteto engessa a criação, a arquitetura tem a finalidade de definir a organização da informação baseado em pesquisa, regras de negócios, definição de público alvo, análise de tarefas, criação de cenários e principais tarefas executadas pelo usuário.

O arquiteto precisa conversar com a equipe de planejamento, com o atendimento, com a criação e é recomendável que ele acompanhe o projeto após ir ao ar, mas nem sempre é o que ocorre. O ideal é que o arquiteto possa estudar os resultados do projeto para que o mesmo possa ser evoluído.

Explicou que o arquiteto precisa ser um bom mediador entre todas as equipes para que não tenham problemas futuros durante o desenvolvimento.

O segundo podcast foi feito com a Juliana Constantino, da AgênciaClick, que falou sobre os processos de trabalho dos arquitetos de informação, e também citou alguns exemplos e a importância desse profissional em cada um desses projetos.

O papel do arquiteto é evidente quando ele consegue tornar algo complexo em simples. Isso se dá principalmente em trabalhos transacionais, sistemas bancários e intranets, diz Juliana.

De volta ao trabalho

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Minhas férias acabaram junto com as Olimpíadas de Pequim. Aproveitei bastante e procurei ficar ao máximo longe de computadores e de informações que tivessem alguma ligação com o que faço diariamente.

Na quinta e sexta-feira, da última semana, aproveitei para ler mais 500 feeds que estavam acumulados no meu bloglines para que eu pudesse voltar mais tranqüilo hoje (25/08/2008).

Estou pronto para mais uma jornada e vou procurar compartilhar muitas informações aqui no blog. Espero poder atualizar com mais freqüência e vou torcer para ter mais tempo pra isso. Estou com vários projetos na cabeça e quero colocá-los em prática ainda este ano.

Off-line (Férias)

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Estarei de férias da TV1 a partir de segunda-feira (04/08/2008) e nesse período ficarei completamente off-line. Depois de 8 anos sem tirar férias quero aproveitar para ficar curtindo a família e descansar ao máximo para voltar com força total no próximo dia 25.

Lançado o novo site da ESPN

Lançado com o objetivo de ser um dos maiores sites do segmento esportivo do país e aproveitando o momento que antecede o onício das olimpíadas de Pequim, o novo site da ESPN, criado pela AgênciaClick, traz novos conceitos de navegação.

Tem se falado muito sobre o tamanho da caixa de busca, mas acredito que isso tenha um objetivo. O novo projeto tem o propósito que o usuário encontre aquilo que deseja de uma forma rápida e fácil. Dessa forma é possível buscar informações por tags relacionadas ao seu time. (Vasco ou Cruz de Malta, Flamengo ou Mengão, São Paulo ou Tricolor, Corinthians ou Timão). Claro que esse novo conceito de navegação é muito mais fácil para as pessoas que usam a internet com certa frequência. Usuários iniciantes terão certa dificuldade no início, mas acredito que será muito melhor depois que se acostumarem.

Apesar de ter um texto em tamanho considerável pedindo para o usuário digitar o que procura no campo de busca, fica mais evidente quando passa o mouse em cima. Isso me faz pensar que o conceito de navegação está cada vez mais voltado para ferramentas rápidas de busca. Tanto que o menu fica escondido precisando clicar no botão para que apareça todos os itens.

A forma de exibição do conteúdo relacionado à página que usuário se encontra é bem interessante, pois mostra informações relacionas de uma maneira mais visual em formato de árvore. O novo site também apresenta páginas personalizadas por times, esportes e blogueiros.

A página principal parece estar um pouco desorganizada, até parece que deu problema na diagramação quando o site foi ao ar. Cada página interna tem uma imagem bem grande referente ao conteúdo, mas em alguns momentos parece que a foto está faltando carregar o restante. É no mínimo inovador. Parabéns as pessoas que participaram do projeto.

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Um panorama sobre os sites institucionais na Itália

usabilidade1.jpgA Paola Sales acabou de realizar uma pesquisa sobre o panorama do desenvolvimento nos sites institucionais na Itália (Baixar arquivo em formato .pdf, 4,04 MB). Três sites foram analisados sobre a visão da usabilidade, arquitetura de informação, acessibilidade e redação. O projeto foi montado baseado em pesquisas na literatura italiana e conceitos de usabilidade apontados por grandes gurus.

Gostei da monografia da Paola, pois conseguiu abordar temas importantes focado em sites existentes de uma maneira bastante didática. Dessa forma é possível observar a importância de assuntos como heurísticas e utilização dos breadcrumbs durante a navegação em um site.

A Itália está um pouco atrasada em comunicação digital e precisa se preocupar mais com os temas estudados. Grandes portais não seguem boas práticas indicadas por estudos de usabilidade.

Veja alguns conselhos citados pelo o italiano Antônio Sofi, desenvolvido em 2007.

Os usuários são desconfiados e reagem se suspeitam que estejam sendo burlados;
Os usuários estão sempre atentos aos mínimos detalhes;
Os usuários sabem mais de você, não deixam passar uma falha;
Os conteúdos se movem velozmente de um site para outro, de modo viral;
Os usuários possuem memória do passado;
Deve aprender a gerenciar a imperfeição, aceitando a vontade de participação dos seus usuários.

Parabéns ao trabalho realizado pela Paola. Vale a pena a leitura.

A importância do racional nos wireframes

O wireframe é um importante documento de um projeto interativo que serve para apresentação ao cliente, para que o redator consiga prever como será o texto, para que o designer possa desenhar todas as telas baseado em limitações de interface e para que o desenvolvedor consiga entender todas as ações entre o usuário e o sistema.

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Todos os wireframes desenhados devem dizer como a aplicação deverá funcionar. Ou pelo menos é isso que esses documentos precisam dizer. Os protótipos tem o objetivo de explicar como funcionalidades mais complexas vão funcionar. O fluxo normal de um sistema e seus fluxos alternativos acontece sempre na navegação entre telas. O Wireframe é feito através de várias telas em sequência, onde existem textos racionais sobre o que acontecerá em cada uma.

Nós arquitetos de informação temos o hábito de escrever o racional explicando algumas funcionalidades para que todas as pessoas envolvidas possam entender perfeitamente. Outro dia recebi um job aqui na agência de um ajuste antes de mandar a documentação para a área de desenvolvimento, pois o racional podia gerar dúvidas na hora da programação. Por isso o racional deve estar muito bem escrito e de fácil entendimento.

O arquiteto deve saber explicar todas as funcionalidades e particularidades de uma maneira que fique o mais claro possível. O Axure possui um lugar específico para escrever o racional, no Visio costumamos usar o tradicional retângulo com o contorno vermelho para mostrar que o racional não faz parte do wireframe.

Formulários criativos e usáveis

Em dezembro de 2007 fiz um post falando sobre o desafio de projetar formulários interativos e tentei passar um pouco da minha experiência com esse tipo de projeto. Trabalho atualmente para um cliente do segmento bancário e por aqui sempre criamos formulários para preenchimento do cliente. Tentamos ao máximo facilitar a vida do usuário com formulários mais simples e fáceis de preencher.

Estou sempre pesquisando novas formas criativas para que o usuário tenha mais prazer ao preencher um formulário ou responder um questionário. Nessas pesquisas encontrei um questionário da NIVEA bem criativo e diferente, mas mesmo assim consegue manter a usabilidade.

O usuário vai respondendo as perguntas e as perguntas respondidas vão aparecendo sempre na mesma tela. Cria uma espécie de efeito sanfona, dando possibilidade do usuário mudar a resposta de cada item a qualquer momento.